• Catarina Gorgulho

O QUE É UMA FINTECH?

O que é fintech? Certamente você já ouviu esse termo — seja na internet, na televisão ou até mesmo nas redes sociais. Mas afinal, o que isso significa? E por que tantas pessoas estão falando das fintechs?


É muito simples: a palavra “fintech” surgiu da união de duas palavras em inglês: financial (financeiro) e technology (tecnologia). Assim, as fintechs são, em essência, empresas ou startups que oferecem soluções financeiras.

Ou seja: são empresas que utilizam tecnologia para deixar serviços financeiros menos burocráticos, mais transparentes e acessíveis para seus clientes. Como o mercado financeiro brasileiro, há décadas, vem sendo dominado por grandes bancos, as fintechs estão sendo consideradas como soluções financeiras “disruptivas”. O que elas buscam é oferecer alternativas mais práticas, baratas e acessíveis aos serviços desse mercado.

E QUAL É A DIFERENÇA ENTRE FINTECH E STARTUP?


As startups são empresas inovadoras que ainda se encontram nos seus estágios iniciais, isto é, que acabaram de chegar ao mercado. A grande diferença é que startups não são focadas unicamente no setor financeiro.

As fintechs podem ser startups. No entanto, isso não é uma regra. Existem fintechs que já estão estabelecidas no mercado e já não são mais reconhecidas como startups. Da mesma forma, startups que não atuam no setor financeiro não podem ser consideradas fintechs.

As fintechs são muito mais que uma tendência. Uma coisa é certa: a popularidade das fintechs não é passageira. Os procedimentos excessivamente burocráticos dos grandes bancos impedem que os mesmos inovem ou ofereçam serviços mais baratos. Claro, ainda é possível que se atualizem, eventualmente. No entanto, não agem com agilidade suficiente para acompanhar o cenário tecnológico dinâmico e acelerado que vivemos.

As fintechs têm, como base, a inovação através da tecnologia. São empresas mais flexíveis, capazes de manter o ritmo ditado pelo desenvolvimento tecnológico.

Esse tipo de empresa têm revolucionado a forma como as pessoas lidam com seu dinheiro e com o mercado financeiro. Através delas, mais pessoas passaram a ter acesso a soluções e produtos que não estavam ao seu alcance. Isso é especialmente verdade quando falamos sobre investimentos e acesso ao crédito. Além disso, as fintechs apresentam uma característica muito importante para o cenário econômico: a facilidade. Hoje em dia, clientes do mercado financeiro querem resolver tudo pelo smartphone. Afinal, demais setores já incorporaram igualmente a tecnologia ao seu dia a dia. Assim, ir até uma agência para conseguir um empréstimo ou fazer um investimento está, cada vez mais, no passado de muita gente. Em nossas rotinas, cada vez mais agitadas e dinâmicas, esse já não é um modelo de negócios que pode se sustentar. Portanto, as fintechs passaram a ser essenciais para o desenvolvimento e aperfeiçoamento desse mercado.

Da união de finanças e tecnologia, as fintechs definitivamente vieram para revolucionar o mercado financeiro e a rotina dos consumidores, tanto os bancarizados quanto os desbancarizados.

Do ponto de vista de mercado, a palavra-chave que define o nascimento dessas empresas é “tecnologia”; já do ponto de vista do consumidor, o termo que define o sucesso das mesmas é “insatisfação” – no caso, com a forma tradicional de os bancos se relacionarem com ele.


Mas já que essas startups vieram para ficar, será que isso significaria o fim dos bancos? Qual é a importância delas na atualidade?

Experimentação, inovação e evolução.

Esse é o papel das fintechs no mercado brasileiro, na opinião de Rogério Melfi, diretor executivo na LabsBank e Community Manager na Fintech SP.

“Existe a visão que grandes bancos não podem errar, assim, eles acabam demorando para experimentar novas tecnologias. Já as fintechs aprendem muito com seus erros, buscando um modelo de negócios escalável para oferta do seu serviço”, explica.

E uma prova de que os bancos precisam correr atrás do prejuízo é o número de reclamações feitas por seus clientes. De acordo com divulgação do Banco Central, as três instituições que tiveram mais reclamações no primeiro trimestre de 2018 são bancos físicos e tradicionais, que somam mais de 4 milhões de clientes.

O Brasil é extremamente favorável para o surgimento de startups de fintech. Uma pesquisa do portal Let’s talk Payments fez essa afirmação mostrando que, no cenário nacional, cerca de 40% da população não utiliza serviços bancários. Boa parte desse número se deve ao fato de que a burocracia, as taxas e a falta de serviços mais simples tornam uma conta no banco algo muitas vezes desnecessário.

Além desse dado, existem informações muito relevantes do principal grupo consumidor do momento: os millenials. Esses jovens que nasceram entre 1980 e 2000 estão sempre conectados em seus smartphones, tablets e computadores.

As startups existem para descomplicar o uso do dinheiro

Isso ao contrário dos muitos serviços de bancos que ainda levam muito tempo e burocracia para resolver, além de necessitarem de intermediários. E para essa geração que pode fazer quase tudo pelo celular, fintechs são um conforto a mais na rotina.

Outras vantagens dos serviços financeiros realizados por startups é o empoderamento do usuário. Ele controla seu dinheiro em alguns cliques; simula situações e, em vez de aconselhamento, ganha dados para tomar decisões.

Fora isso, enquanto bancos e outras prestadoras de serviços financeiros dão mais importância às contas grandes, as startups conseguem automatizar inclusive o atendimento. Elas prestam um suporte eficiente e permitem que o cliente faça tudo com autonomia.

O conteúdo disponibilizado na Bússola do Investidor é protegido pela legislação brasileira de direitos autorais. Não o reproduza em meios de comunicação sem autorização.

Fonte original: https://www.bussoladoinvestidor.com.br/como-as-fintechs-vao-mudar-a-vida-das-pessoas/




Fontes: https://www.bussoladoinvestidor.com.br ; https://digital.futurecom.com.br ; https://www.simix.com.br/


29 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo